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25/10/2005 13:05
O Brasil atrai praticamente todas as pessoas vindas de outros países, devido a sua beleza natural, diversidade, povo acolhedor, riqueza de ritmos... muitos vêm passar as férias e se encantam com o nosso país que está em desenvolvimento e acabam se apaixonando por ele, e se instalam por aqui. Foi o caso dos integrantes da banda afroperuana NEGRO MENDES (a banda é composta por peruanos e apenas um brasileiro, nosso querido amigo Marcelo Bruno).
Um pouco mais sobre a cultura e a banda que tanto admiro: Negro Mendes
"Existem histórias muito antigas que só passaram a ser conhecidas e redescobertas recentemente. Este é o caso da música afroperuana. Assim com em Cuba ou no Brasil, na época colonial chegaram escravos provenientes de diferentes etnias africanas, as quais desenvolveram e formaram a base daquilo que é chamada de música afroperuana.
Ela é conseqüência de uma mistura original e única das tradições espanholas, andinas e africanas. Da Espanha vem a língua, a preferência por certas formas poéticas como a décima e a copla, além do violão como instrumento musical. Da cultura andina a afinidade com o espírito animista e politeísta de ambas culturas, a melancolia de certas formas musicais. Da África esse incrível ritmo, visceral, congênito, e sua expressão conservada de geração em geração através da dança...
Um desses ritmos é o Landó - no Brasil existe o "lundu" que tem as mesmas raízes angolanas - ritmo demonstrado nas apresentações do Grupo Negro Mendes, na música "Toro Mata", talvez a mais representativa dessa síntese cultural. Há ainda o Festejo, ritmo alegre e cadenciado, que nos incita ao movimento de cadeiras, entre outros ritmos peruanos.
Complementam a apresentação o son cubano, por todos mais conhecido através de músicas como "El cuarto de Tula" do afamado "Buena Vista Social Club", e sua irmã mais nova, a salsa, através de uma versão do Toro Mata interpretada por Celia Cruz, assim como outros ritmos da nossa América Latina.
Merece destaque também a presença do instrumento afroperuano por excelência: o Cajón. Uma simples caixa de madeira que pode competir com uma batería inteira? Certamente é muito mais do que isso, a sua sonoridade e presençaa fizeram que seja incorporado há pouco mais de vinte anos à música flamenca, através do Paco de Lucia que ficou admirado com a força musical do instrumento através da interpretação do mestre Caitro Soto. Assim, nas mãos do excelente percussionista brasileiro Rubem Dantas (que fazia parte do grupo flamenco de Paco de Lucia), o cajón se internacionalizou.
A música afroperuana não se parece a nenhuma das suas irmãs caribenhas ou brasileiras. Soa distinto, mexe de diferente forma às pessoas que a dançam. Sua história nos convida à vida e aos segredos da sua criação..."
P.S.Texto extraído de um blog peruano e comentado por Nollan
NEGRO MENDES busca resgatar de forma bélica e contagiante a música afroperuana. Viva el Perú y mi querido Brasil!
enviada por mel'du' arte
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